Muse no Rio: surpreendente, como todos esperavam

Publicado: 31/julho/2008 em Rock
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Os fãs que já assistiram ao DVD H.A.A.R.P. (Warner, 2008), recém-lançado por aqui e gravado na arena de Wembley, na Inglaterra, certamente esperam surpresas para as adaptações que a produção do Muse terá de fazer para “encaixar” aquela estrutura em locais fechados e bem menores que o estádio. É o que vai ocorrer logo mais no HSBC Brasil, em São Paulo.

Para quem foi ao primeiro show da turnê brasileira, na noite desta quarta-feira, no Rio de Janeiro, a surpresa começou ainda do lado de fora do Vivo Rio, menos de uma hora antes do power-trio pisar no palco. Um ingresso para a área VIP, que ocupava quase por completo a área descoberta da pista custava R$ 240, enquanto a pista para os mortais saía pela metade do preço. Resultado: encalhe na venda dos VIPs. Como aquele vazio bem na frente do palco não é nada agradável, a casa de shows mandou seus produtores para a fila, distribuir pulseiras VIPs para qualquer um que estivesse com ingresso para pista. Quem chegou mais cedo não deu a mesma sorte.

Às 22h40, as luzes apagaram e um instrumental épico anunciou: o Muse estava chegando. O baterista Dominic Howard, o baixista Christopher Wolstenholme e o vocalista, guitarrista e pianista Matthew Bellamy entraram ao som de Knights Of Cydonia. O telão exibia, em sincronia com a voz de Bellamy, a letra do refrão: “No one’s gonna take me alive/ The time has come to make things right/ You and I must fight for our rights/ You and I must fight to survive” (Ninguém vai me levar vivo/ Chegou a hora de fazer as coisas certas/ Você e eu temos que lutar pelos nossos direitos/ Você e eu temos que lutar para sobreviver). Knights Of Cydonia é uma das faixas do álbum Black Holes And Revelations (Warner, 2006), quarto disco de estúdio, o mais bem sucedido dos 11 anos de carreira dos ingleses e que serve de base para esta turnê. Recentemente, inclusive, esta faixa foi escolhida em voto popular para marcar a estréia da webrádio do semanário New Musical Express, derrotando Beatles, Blur e outros medalhões – com inicial B ou não.

O clima messiânico de Knights Of Cydonia deu, então, lugar ao som mais sujo de Hysteria. Em seguida, vieram Dead Star, Map Of Problematic, mas o Muse incendiou o público mesmo na quinta música, Supermassive Black Holes, que, desde o lançamento, em 2006, é presença constante em qualquer noitada indie que se preze: desde a extinta Bunker 94, até o atual Cine Lapa, passando pela Fosfobox, no Rio. Algo do tipo: o finado Atari, o Outs e o Vegas, nesta ordem, em Sampa. Além do som em si, robôs no telão faziam uma curiosa coreografia para Supermassive Black Hole. As projeções continuaram na música seguinte, Butterflies And Hurricanes, agora com imagens de insetos bem de perto, que lembram aquelas séries da BBC e do Discovery.

Em seguida, veio Sunburn, que terminou com um improviso jazzy, com Bellamy num piano “ornamentado” com um megafone, que indicava a próxima: Feeling Good, quando produtores infiltrados entre o público na pista, na área VIP e até mesmo nos camarotes jogaram confetes na platéia.

O show continuou com Osaka Jam, Invincible, New Born e chegou a Starlight, que traz em seus versos o nome do disco de 2006, “Black Holes And Revelations”. Improvisaram depois uma bossa nova em cima de um tema de Villa-Lobos, tocaram Time Is Running Out e encerraram o show com Plug In Baby, quando soltaram dez balões de confetes para os fãs, que acharam tudo tão bacana, que esqueceram de aplaudir quando a música terminou. Quatro minutos depois, eles voltaram para o bis, que abriu com Stockholm Syndrome, que também teve lá seus improvisos. Nesta volta do bis, o batera Dominic Howard apareceu enrolado em uma bandeira do Brasil, usando uma cartola verde e amarela, saudou o público e foi retribuído com gritinhos e aplausos. O encerramento ficou por conta de Take A Bow, que, para os desavisados, não é a mesma da Madonna.

Uma hora e meia de rock, que reuniu indies, emos, admiradores de hard rock e fãs de britpop, numa espécie de encontro ecumênico de tribos, que reflete bastante a versatilidade do som do Muse. A turnê pelo Brasil termina sábado, no 11º Festival Porão do Rock, em Brasília. Quer ir?

Serviço
Muse no HSBC Brasil
Quinta-feira, 31 de julho, às 22h
Ingressos: entre R$ 140 (pista) e R$ 250 (camarote)
HSBC Brasil: Rua Bragança Paulista, 1281, Chácara Santo Antônio, São Paulo
Classificação: 14 anos

Muse no Festival Porão do Rock
Sábado, 2 de agosto, 0h25min
Ingressos: R$ 20 (pista) e R$ 80 (camarote)
Estádio Mané Garrincha, Brasília
Classificação: 18 anos

Fotos de JP Lages

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comentários
  1. Alice disse:

    ” quando produtores infiltrados entre o público na pista, na área VIP e até mesmo nos camarotes jogaram confetes na platéia.”

    Bem, pelo que eu saiba quem jogou os papéis na platéia foram os próprios fãs.
    Isso já havia sido combinado na comunidade do orkut ” Muse Brasil”. Alguns fãs recortaram papéis para distibuir na porta para quem estivesse indo para o show.
    Não foi algo planejado pela banda, mas sim uma surpresa para a mesma. 🙂

  2. Flávia disse:

    Mas quanta asneira junta…

    Distribuição de pulseiras para a pista VIP? Produtores infiltrados jogando papel?

    Antes de escrever, informe-se!

  3. Clarice disse:

    Tudo bem, isso aqui é um blog e como tal, existe total liberdade para se escrever o que quiser. Mas convenhamos que quando se vai fazer uma resenha sobre uma apresentação, que ao menos se saiba a veracidade dos fatos…
    Primeiro: de onde você tirou esta idéia de que a pista vip estava vazia? Os ingressos da vip esgotaram, e a parte um pouco vazia atrás é resultado de todos os fãs estarem tentando ficar o mais perto possivel do palco. Segundo: de onde você tirou a idéia mirabolante de que a produção distribuiu pulseira vip pra quem não era vip? Só se foi meia duzia de gatos pingados que conheciam alguém que trabalhava lá e descolaram na malandragem, porque isso não aconteceu. Terceiro: de acordo com você, eu sou da produção! Quem me dera, mas não sou não. Nem eu, nem ninguém da platéia que jogou papel em Feeling Good. Isso foi algo combinado pelos fãs, já que nesta música, o Mattew Bellamy joga papel para cima em um dado refrão.
    Quanto ao resto, é opinião pessoal e aí cada um tem a sua. Mas se quer dar uma de reporter e cobrir um show, ao menos seja bem informado.

  4. rafael disse:

    “Feeling Good, quando produtores infiltrados entre o público na pista, na área VIP e até mesmo nos camarotes jogaram confetes na platéia.”

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    percebe-se o tanto que as informacoes do blog sao (des) confiaveis

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  5. Windblow disse:

    Jura que o maluco achou que as pulseirinhas luminosas que a Ivne e a Bells (do http://www.musebrasil.com) distribiuiram na fila eram pulseirinhas de área VIP 😛

    A pista VIP esgotou, filho. E os papeizinhos picados foram traquinagem dos fãs, organizada via Orkut. Aconteceu de novo em SP e em Brasília.

  6. […] Tire a tampa da LIXEIRA Muse no Rio: surpreendente, como todos esperavam […]

  7. Ivne disse:

    Nossa, pela sua resposta nem merecia comentário aqui. Mas eu também acho que não merecia “xiliquinho” e só viria corrigir as informações para que ele não acontecesse. Mas cheguei tarde! Só espero que da próxima vez a resposta não seja tão prepotente porque acaba soando arrogante e pegando mal pro próprio blog.

    De qualquer forma, gostei de ser chamada de “produtores infiltrados” e gostei também das fotos!

    Ivne.

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