Quem conhece os garis deve saber que circulamos entre as cidades do Rio e Niterói. Isso quer dizer que a gente depende da boa vontade do tráfego na ponte e da boa vontade do horário das barcas. Tá certo que há uns anos surgiram umas barcas que fazem o trajeto em menos tempo, porém, os atrasos, a superlotação, a falta de embarcações disponíveis etc etc continuaram. Eis que vem um feriadão! Quarta, dia 08 de abril, véspera de quinta-feira Santa, o fluxo da ponte aumentou com a galera indo viajar. Quem queria fugir desse estresse, foi pro Rio de Janeiro de barca. E a volta, mermão?
Li n’O Dia:
Superintendente da Barcas S/A, Flávio Almada, explicou que o movimento foi muito maior que o previsto: “Muitos evitaram a Ponte por causa do feriado. Esperávamos 9 mil pessoas, mas havia 12 mil passageiros”.
Opa, foi mal aê galera, a gente calculou errado!! He, he… Pra piorar uma das barcas quebrou. Conclusão: tumulto, quebra-quebra, nervosismo, hipertensão. Quem usa sabe que as catracas travam entre os embarques. Agora imagine as catracas travadas e uma multidão de gente até a altura do mergulhão esperando?
Imaginem a tensão, né? Aquele monte de gente, aquele sentimento de revolta que toma o pobre cidadão que já trabalha feito condenado e é tratado feito gado, ao buscar apenas o transporte pra chegar à sua humilde residênci Tenso né? Sei lá, ou não!

Divertido, rapá!
Foto d’O Dia. Homenagem à técnica popularizada por Bobagento.


1 Comentário
10/Abril/2009 às 10:08
Mas é claro que a culpa é do povo! Afinal, custava fazer a travessia da baía de busão, em uma hora e meia, duas horas, em vez de fazer de barca, em doze minutos?
O mais curioso dessa história toda é a cara-de-pau do presidente das Barcas. Ele reclama que o povo pega a barca pra Niterói, pra, daqui, pegar uma van pra Região dos Lagos. É que ele também é dono da viação 1001, que deixa de vender suas passagens por conta das vans, que são mais rápidas e mais baratas. Então, a discussão resvala para um assunto que não diz respeito àquelas pessoas que estão apenas querendo voltar pra casa.
Vale lembrar que, pra evitar a invasão da estação pelo portão de saída, as barcas que chegavam de Niterói não podiam atracar no Rio. E eu pergunto: e o direito de ir e vir? Hein? Hein? E o governo do Estado, que não intervém? Afinal, transporte público é uma garantia constitucional.
A situação é tão absurda, que são muitas perguntas e o pior: NENHUMA resposta. Ninguém quer se comprometer.
Viva o país dos feriados!