7/julho/2010

R.I.P. Ezequiel Neves

É curioso como a vida e a morte brincam. Talvez para tornar a segunda mais leve. Neste 7 de julho a morte do cantor e compositor Cazuza faz 20 anos e a gente aqui pensou que não havia muito o que falar, a não ser copiar e colar o que outros veículos estão publicando durante o dia. E isso não é o LIXEIRA DO POP.

Agora à tarde, no entanto, uma notícia nos surpreendeu: Ezequiel Neves, 74 anos, jornalista e produtor musical que revelou o Barão Vermelho (com Cazuza, na época) no início dos anos 1980, morreu hoje. Ezequiel estava internado desde o início do ano na Clínica São Vicente, na Gávea, com um tumor benigno no cérebro. Ezequiel também tinha enfisema e cirrose.

Nesses últimos meses, Ezequiel recebia regularmente visitas de amigos como o líder do Barão Vermelho, Roberto Frejat. Bonito saber que certas amizades resistem ao tempo. No vídeo a seguir, Ezequiel Neves fala, entre outros temas, sobre a gravação do primeiro disco do Barão e também sobre Cazuza:

Descanse em paz, Ezequiel Neves. E obrigado pelo que você fez pela música brasileira.

Conte pros amigos: http://wp.me/pdGj4-Gr

1/julho/2010

Chaaato…

Mas então… Depois de uma longa ausência, a gente vai tentar retomar os trabalhos por aqui, em doses homeopáticas.

Aí, vem aquela veeelha questão: sobre o quê escrever? Sobre a volta do STP? Ou talvez sobre o #KakáBadBoy? Ou CALA BOCA GALVAO? Ah, o festival SWU, ex-Woodstock Brasil, que já anunciou até postos de venda, mas não o valor do ingresso! Não, não! Fernanda Gentil e o cego! Não. Nada disso! Vou ser original e escrever sobre o nada. NOT!

Eyjafjallajokull: o islandês do ano

Bom, como a gente é mais indie que você, esta volta será com um comentário sobre uma parceria que tem tudo pra ser fail. É que o Antony Hegarty, líder do Antony & The Johnsons, revelou ao NME que o próximo disco deles Swanlights, fará dueto com a segunda islandesa mais famosa do mundo, a cantora Björk (o islandês mais famoso em 2010, todos sabemos, é o impronunciável vulcão Eyjafjallajokull, que parou a Europa durante dias; a Björk ultimamente não tem conseguido fazer mais de cinco pessoas pararem).

Se você tiver tempo de sobra, ouça a faixa Flétta e volte aqui pra contar o que achou. Porque, por aqui, ninguém pretende perder tempo com a faixa que promete ser a mais xarope da década. Não ouvi e não gostei. Mas o post ainda não acabou. Na verdade, a parte interessante começa aqui: o disco novo do A&TJ sai oficialmente no dia 11 de outubro, de forma independente, acompanhado de um livro com 144 páginas de fotos, textos, pinturas e colagens. Isso, sim, deve ser interessante.

No Tim Festival de 2007, Björk apresentou-se logo depois do A&TJ. Na época, um dos GARIS fez considerações no site O Martelo.

Jogue no ventilador: http://wp.me/pdGj4-Gf

19/abril/2010

Moby abre turnê brasileira em Brasília

Na noite em que Brasília conheceu seu novo governador – o quinto, somente este ano – 30 mil pessoas ocuparam a área externa do Museu da República para assistir à abertura da etapa brasileira da tour Wait For Me. A capital cinquentenária está em clima de festa e o show, no último sábado (17), teve entrada franca. O passe da área vip custou R$ 13, revertidos para compra de mudas de ávores nativas do cerrado, para reflorestamento. A iniciativa faz sentido quando o artista em questão também adere à causa. Só tem um detalhe: a área vip foi projetada para tantas pessoas, que quem não pagou teve de se contentar com um palco a mais de 100 metros de distância, com um bar, uma torre de som e duas grades de isolamento na frente.

Quem assistiu à passagem da excursão Hotel (2005) por aqui vai notar que, apesar de o álbum Wait For Me (Little Idiot Records, 2009) soar etéreo demais para um show, desta vez a gig vem com mais energia. O advogado Rodrigo Machado, de 29 anos, considerou esse show “mais dançante, mais animado do que o anterior”, que ele viu no Rio. Mas gongou a vocalista Leela James, ao compará-la com a cantora Laura Dawn: “A anterior tinha uma voz hipnotizante, que esta não tem”. Leela traz, no entanto, uma espontaneidade que, até quando dá errado, dá certo. Por exemplo, quando a introdução pré-programada de Disco Lies entrou, mas a vocal deu uma vacilada, mostrou ao público que a base até poderia ser playback, mas a voz era ao vivo.

Dos sucessos da carreira, quase todos estavam no setlist: Porcelain (dedicada a Brasília), Bodyrock, Go, We Are All Made Of Stars, Why Does My Heart Feel So Bad, In My Heart, Flower, Natural Blues, In This World, Raining Again e Disco Lies. Muita gente na plateia pediu Lift Me Up e Beautiful, mas não rolaram. Das novas, a banda tocou A Seated Night (que abre os shows dessa turnê), Mistake e Pale Horses. Normalmente cada setlist inclui apenas um cover, mas em Brasília foram dois: Walk On The Wild Side, do Lou Reed, e Whole Lotta Love, do Led.

O encerramento, com jeitão de grand finale, foi ao som de Feeling So Real, que começou como bossa nova.

Fácil pra quem viu de graça falar, mas fica a dica para o pessoal de Porto Alegre (20), Curitiba (21), São Paulo (23) e Rio de Janeiro (24), que vai desembolsar entre R$ 80 e R$ 400 pela entrada. Mas vale, viu?

Setlist – Moby em Brasília (17/4)
A Seated Night
Extreme Ways
In My Heart
Mistake
Flower
Bodyrock
Go
Why Does My Heart Feel So Bad?
Pale Horses
Porcelain
We Are All Made Of Stars
Walk on the Wild Side (Lou Reed cover)
Natural Blues
Raining Again
Disco Lies
The Stars
Bis:
In This World
Honey
Whole Lotta Love (Led Zeppelin cover)
Feeling So Real
Esse texto foi publicado originalmente no blog do Rio Fanzine (e eu esqueci de pedir pra linkar pra cá… hahaha).

7/fevereiro/2010

Cidade da maconha

Recebemos esse primor de reportagem em nosso e-mail. Valeu, Antônio!

Imagina a situação: maconha pra curar soluço, pra rejuvenescer a pele… hauahauahaua Altos chazinhos!

Espalhe como fumaça: http://wp.me/pdGj4-G1

5/fevereiro/2010

Mixtape: YYYs, Shins, Kills, Oasis, Cake, Bowie e mais

E não é que a gente se empolgou com esse lance de mixtape? Dessa vez foi a menina-multimídia Natalia Weber quem fez aquela seleção “ichpéarta”. Ouve só!

Eis o setlist:

1. Yeah Yeah Yeahs – Gold Lion
2. Beck – Walls
3. DJ Lobsterdust – DeCexyLong (All American Rejects vs. Le Tigre vs. Rod Stewart)
4. The Illuminoids – Teenage Electric Lobotomy (MGMT vs. Justice vs. The Ramones)
5. Party Ben – Hung Up On Soul (Death Cab For Cutie vs. Madonna)
6. Tahiti 80 – Chinatown
7. The Shins – Australia
8. The Kills – Cheap and Cheerful
9. Oasis – The Hindu Times
10. Spoon – Don’t You Evah
11. Cake – Love You Madly
12. Eagles of Death Metal – Cherry Cola
13. Mark Ronson – Stop Me Medley (feat. Daniel Merriweather)
14. Kid Cudi Ft. MGMT & Ratatat – The Pursuit of Happiness
15. Rilo Kiley – Dreamworld
16. The Bees – Listening Man
17. David Bowie – Golden Years
18. T-Rex – Get It On (Bang-A Gong)
19. Whitest Boy Alive – Fireworks
20. Junior Senior – I Love Music (W.O.S.B.)

Agora, é só ouvir e contar pra quem te segue no Twitter, nos blogs, no Orkut, no MSN ou pelos becos das quebras da metrópole: http://wp.me/pdGj4-FX

Ah, se você fizer um mixtape e quiser divulgar, é só deixar um comentário com o link; mas só serve link no SoundCloud, porque o WordPress é meio frescurento.

4/fevereiro/2010

Strokes começa a gravar disco novo

A rapaziada dos Strokes prometeu que este ano teria disco novo nos servidores de downloads piratas nas lojas e estão trabalhando para que isso realmente ocorra. Esta semana eles começaram as sessões de gravação no (ou seria “nos”?) Avatar Studios, em Nova Iorque, sob regência de Joe Chiccarelli.

O cara já atuou com nomes como Frank Zappa, Journey, The Shins, Mika, White Stripes, Donavon Frankenreiter, Raconteurs, Bon Jovi, Oingo Boingo, Ray Manzarek, U2, Beck, Julieta Venegas, Rufus Wainwright, Elton John, Café Tacuba, Hanson, Jamie Cullum e Björk. Traduzindo: vale rezar para nos livrar de todos os males! Porque tem muita coisa boa que ele fez. Outras, nem tanto…

Ainda sem título, o álbum será o quinto da carreira dos Strokes (quarto de estúdio) e sucede First Impressions of Earth, de 2006.

Bora jogar no ventilador? Ó: http://wp.me/pdGj4-FM

3/fevereiro/2010

Yes, we have curtas

Nesta madrugada de quarta para quinta-feira, a partir de 0h30, dentro do Fiz MTV, a premiére televisiva do curta-doc Yes, we have Kombis, produzido pela crew Eu e Os Meus, da nossa GARI Natalia Weber e grande elenco (ok! Nem tããão grande…).

O curta fala sobre a vida no subúrbio carioca: Avenida Brasil, Igreja da Penha, Bonsucesso e Mercadão de Madureira, mostrados por um ângulo bem diferente do que se fosse feito pela Regina Casé. Ou seja: cerveja! Pra completar, você vê antes aqui:

Mas ver pela TV – esse maravilhoso tubinho de raios catódicos – tem uma vibe muito mais bacana. Eu vou assistir! Partiu?

Tuíte: http://wp.me/pdGj4-FJ

31/janeiro/2010

A primeira mixtape a gente nunca esquece

Madrugada de sábado pra domingo começando e o GARI aqui… em casa! Fazer o quê, né? Montei um mixtape e espero que curtam:

O setlist é o seguinte:

1. 3Oh!3 – Richman
2. Chew Lips – Salt Air (Suds and Soda Clash Up)
3. Cut Copy – Lights and Music
4. Marina and The Diamonds – Hollywood (French Soler remix)
5. Depeche Mode – Dream On
6. The Gossip – Pop Goes The World
7. MSTRKRFT feat. Freeway – 1000 Cigarettes
8. Cage The Elephant – Lotus
9. White Stripes – Seven Nation Army (Tim Deluxe Bootleg remix)
10. Justice – DVNO (Sunshine Brothers mix)
11. Pet Shop Boys – Love Etc. (Beautiful Dub)
12. Friendly Fires – On Board
13. Hot Chip – Take It In
14. Moby – Natural Blues (Mike D remix)

Tuíte-nos: http://wp.me/pdGj4-FF

27/janeiro/2010

Eletrocarnaval

Saca a vibração do público (o moleque griiita):

Foi o top DJ David Guetta na Rio Music Conference do ano passado, tocando dois hits do verão 2008/2009. Esse ano tem mais. Pra quem não curte o combinado samba-pagode-axé-funk e variações no Carnaval e, ainda assim, vai passar o feriado no Rio de Janeiro, essa é A boa!

Ah, é melhor correr, porque o segundo lote (mulheres: R$ 100 / homens: R$ 140) está acabando. #ficadica

Tuíte-nos: http://wp.me/pdGj4-FC

22/janeiro/2010

O mar não tá pra peixe

Você, que curte cultura alternativa e esteve no Rio de Janeiro, durante o mês de janeiro, nos últimos 16 anos, certamente ouviu falar no festival Humaitá Pra Peixe (HPP). Aqueeele, que lá na década de 1990 apresentou Pato Fu e Planet Hemp aos cariocas. Que nos últimos anos trouxe Canastra, Lasciva Lula, Lasciva Lula, MopTop, Mutreta, Nervoso, Pedro Luís e a Parede, Vanguart, etc:

Lembra como ERA? O HPP durava quase que o mês de janeiro todo. Algumas vezes invadiu fevereiro. Contava com shows em vários bairros (certa vez atravessou a Ponte Rio-Niterói), tinha uma semana saborosamente recheada com batidas pops, rock, funks e eletrônicas muito boas e às quais nossos ouvidos nem estavam acostumados.

Pois é. Ou pois ERA. Você ouviu falar no HPP 2010? Bem provável que não. O festival deste não tem nem site e isso é um péssimo sinal de que provavelmente este será um fim lacônico.

O HPP 2010 começa hoje e termina… depois de amanhã. O que durava um mês, vai ocorrer num fim de semana. Aquele monte de atrações se reduziram a uma dezena de shows, com ingressos que custam R$ 40 (papo de DEZ vezes o que custavam nas edições anteriores), no Circo Voador, sem NENHUMA novidade da música brasileira. Veja:

Sexta (22/01):
Tono,  Jonas Sá & Rubinho Jacobina, Maria Gadú

Sábado (23/01):
Chorofunk: DJ Sanny Pitbull e Tira Poeira, Lia Sabugosa, Wado, Ana Cañas

Domingo(24/01):
Sobrado 112,  Dughettu, Márcio Local, Seu Chico e Victor Araújo

Gostaria muito de saber se eles continuam com o rechonchudo patrocínio da Petrobrás, que bancou edições recentes do HPP, porque se tiverem com essa grana a coisa fica muito mais feia (normalmente o site do festival dá essa transparência de ver quem está bancando). E pensar que um dia acreditamos na veia underground do Bruno Levinson. Tsc, tsc… Não questionamos o talento de nenhum desses artistas, mas a mudança na ideologia de um festival que já foi o mais importante da cena pop/rock carioca.

Que vexame, HPP!

Tuíte e retuíte: http://wp.me/pdGj4-Fs